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16 de junho de 2009

Vivo num labirinto místico envolto em bruma.
Noite após noite tento encontrar o caminho
Para fora deste mundo velho e apodrecido
Assolado de medos intoxicantes como venenos.
(Um caminho de mim escondido...)

O mistério do tempo encontra-se perdido
Nas nuvens negras de desejos passados
E em palavras cantadas por anjos gélidos
De asas com sangue impregnadas.
(Palavras tão temidas como os que as proferem...)

As estrelas brilham efémeras na noite
E reflectem-se em espelhos antigos:
Visionários de afectos dispersos
por sorrisos tristes de amor sem esperança.
(E lágrimas evaporadas por chamas de crueldade)

Mesmo neste labirinto a paixão dói e queima
Sempre que procura pela sua eternidade
Num sonho hostil, em que a lua amaldiçoa
Meus lábios até que um desejo se revele.
(Quem se revelará a mim?)

Até mesmo o passado foi amado por dois,
E deixada de lado a beleza do que foi
Poderei pisar o caminho para o amanhã
Em direcção a uma outra noite.
(Uma nova, diferente noite...)

Mas porque a lua lançou o seu feitiço
A minha existência é apagada e esquecida
Como a bruma e o tempo foram perdidos
Longe da força e do poder do amor.
(O meu corpo, o meu coração, a minha alma...)

Vivo num labirinto místico envolto em bruma.
Noite após noite tento encontrar o caminho
Para longe do controlo das mentiras murmuradas
Por quem as manipula com mestria.
(Que mentiras cruéis essas...)

Caem das asas de uma borboleta como lágrimas
Brilhantes e poderosas mentiras na escuridão.
Até o limite da tristeza e da solidão
Nunca poderei ser una com o meu destino.
(Mesmo que perca a respiração)

Quando for tocada no interior, não haverá bondade
Nem gentileza, porque já não sonho
E de encontro com a bruma do labirinto
Recomeço a caminhar com a dor.
(Por favor une-nos...)

Nenhum desejo para mim se mostra
As verdadeiras palavras estão onde
O verdadeiro mundo se encontra.
Escondo-me na sombra da minha noite silenciosa.
(Mesmo agora...)

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