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2 de setembro de 2011

Sleep away the sadness of today


Let me sleep when our time ends.

I’m tired and I want to hum a soundless song

In this soundless world.

Don’t fear for me, I really want to go

To where sweet dreams are, I want to go.

I don’t want to wake up in this world,

Alone, anymore.

Don’t feel bad for me, I really want to go

And sleep while waiting for my life to (finally) go

To where dreams aren’t real anymore,

To where you don’t exist anymore.

Let me sleep when our time ends.

I’m jaded and I want to be blind

In this monochromatic world.

Let me hum the song that’ll take me

To where I want to go.

I don’t want to be alone, anymore.

A porta



E se o céu chorasse a lua para os teus olhos?

(pergunto-me silenciosamente, lembrando-te bela).


Já era tempo de parar de esperar

Que o sol igualasse o teu fogo.

O tempo envelheceu-te, meu mar de mel.


Gostas de maçãs?


Deixa a noite.

Estou em casa, sozinha, e a porta,

A porta está aberta para entrares

E o meu peito está aberto para descansares,

De novo,


O vento varre os teus vestidos

E espalha o teu perfume e eu

Arrepio-me e excito-me e amo-me e amo-te

Vezes e vezes sem conta

Relembrando a tua pele.


Não me lembro de ontem, que importa?


Tens flores no teu ventre e eu quero

pousar a cabeça num jardim perfumado.

A minhas mãos anseiam pelo enleio

Das ondas do teu cabelo,

Das curvas do teu corpo.


Ah, meu mar de mel, o tempo envelhece-te

E eu vejo-te sempre bela...


Quero chorar a minha alegria no vale

Que é o teu peito em constante movimento

E ouvir o compassado sinal de vida que em ti habita.


Imagino-te uma maçã para provares

E para teus lábios pintares...

Beija-me depois e deixa-me a chorar

A tua velhice...


Mas não te importes.

Porque o Presente é meu e eu amo-o,

como te amo a ti;

E tu és o Futuro e amas-me,

como eu te amo a ti...


Que sonolência!
Que embalo invisível da alma e da mente que me leva por sonhos e quimeras escondidas da realidade desconhecida que são os pensamentos alheios...

Ah, que sonolência ser deste mundo.

Morfeu


Que sonhos tão maravilhosamente aterradores aqueles que me fazem saltar da cama alagada em suores e com o coração a bater descompassado! Aqueles nos quais voo, mais do que caio, no vazio imenso da minha alma onde se encerram segredos cegos de tanta escuridão que os rodeia. Amo a sensação do nada que me (não) ampara, da não-firmeza que sinto, enquanto estendo os braços e, de olhos fechados ou abertos, (que deles não preciso para voar) plano sob estrelas, sob nuvens, sob chuva ou encoberta pelo nevoeiro. A condição meteorológica não importa. Importa sim o facto de voar, ainda que não materialmente. Só tenho pena do momento em que aterro, seja calma ou atrapalhadamente, e me força a acordar e a enfrentar a macia realidade da minha cama. E sei, quando acordo, que para minha tristeza tal sonho não voltará a invadir a minha mente desenfreada quando nos braços de Morfeu enquanto eu tal desejar, mas sim quando o meu espírito inquieto o menos suspeitar.