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11 de junho de 2012

Uma vez o bar



Sento-me perdida no templo nublado,
de olhar perdido no infinito do meu
pensar morosamente inebriado.
Acho já tudo bonito, mascarado
No álcool ingerido e no fumo inalado.

Pesa-me a existência nas pálpebras cansadas...
Pesa-me a sonolência das horas altas...

Não me ouço pensar, não me sinto existir,
Não me creio aqui:
Creio-me a pairar, já meio a dormir,
Para longe de mim.

Creio-me pó, fina poeira no ar,
Longe do pensar e do pesar de existir,
Percorro a imensidão da minha mente.
Pairo por aí, percorro distâncias
Sem nunca sair de mim.
Conheço gentes e cidades,
Calcorro a distância das saudades
Sem nunca sair daqui...

Sou brisa revolta,
Sou oceano demasiado raso,
Sou asa de pássaro que não voa,
Sou a mocidade do velho que chora...

No infinito do meu sonhar,
Sentada na escuridão do bar.