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16 de junho de 2009

Sem titulo

A tua língua ardente
Percorrendo a minha pele nua
O fantasma da tua respiração
Arrepiando-me, excitando-me
Parando o meu coração.
Os teus leves beijos
Queimando-me, dilacerando-me...
E aquelas doces palavras
Murmuradas na escuridão,
De devaneios macabros, facas e sangue.
Dois corpos despidos
Encontrando-se e amando-se
Num ritual orgiástico.
Arquejos, suspiros
Por meio de sofredores gemidos.
Lágrimas de dor e amor.
O nosso modo proibido e sedutor
De amar na vida
A nossa doce e secreta morte.

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