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24 de maio de 2009

As contas de diamante, pérola e cristal caem e deslizam: são lágrimas silenciadas por força do hábito, apenas. Contas que dizem o dia-a-dia de uma mente perturbada o suficiente para conseguir sobreviver numa floresta de leis feitas para serem quebradas e para quebrar quem as cumpre. Mas o dia de hoje é todos os dias e permanece na memória.

"Estás bem? Estás bem? Estás bem? Estás bem? Estás bem? Estás bem? Estás bem?"
Palavras sem sentido, expelidas com o auxilio de línguas bifídas ecoam numa sala fechada e pairam lá, momentos apenas, até um vento de escárnio e desprezo abrir as sacadas purificando as quatro paredes.

"Sim, claro. Sim, claro. Sim, claro. Sim, claro. Sim, claro. Sim, claro. Sim, claro."
Mais coisas nojentas a juntar no dicionário das palavras de significado nulo! Mais para o vento levar e deixar a água limpar os restos de excrementos deixados para trás.

O que sentir? O que pensar?
Se pensar imita a dor do sentir e sentir é o original da dor de pensar, que mais podemos fazer?
Movimentos mecânicos, feitos para alguém desconhecido, não para nós...Nós que o merecemos mais. Este tempo curto e no entanto tão longo que nem sabemos o que fazer com ele e desperdiçamo-lo, filhos de ninguém e ingratos, que deitamos fora as coisas mais importantes para logo depois, logo depois percebermos que afinal era importante. E ficamos a chorar, por dentro, por fora, num ombro, numa cama, num copo, numa arma, choramos porque pusemos no lixo algo que amávamos e que não tem retorno.

Então a solidão bate no peito...e sussurramos o nome...mas não vem. Nem responde.
Porque se não existimos, porque há-de algo vir em nosso auxílio? Somos meras explorações de beleza e decadência, uma luz quebrada jorrando a sua incandescência pelo chão ao som de violinos e vozes femininas prometendo lembrar-se: de sussurros, de mãos dadas, de nomes sussurrados. Outra vez o nome...e a solidão esmurrando o peito. Um milhão de vezes.
Mesmo debaixo de arcadas e pórticos de amor e amizade.

Segredos afloram à mente com as suas raízes envelhecidas e retorcidas mergulhadas num céu escuro. Um segredo não bem compreendido cujo tronco é tão largo que tapa a visão do que à frente acontece. Poderá acontecer. Não deixa visionar...e cai uma cascata de rubras rosas. Lembram-me lábios ardentes de beijos do nome. Violinos de novo. E rosas. Perfeitas. Tão longínquas. Tão desfocadas. Tão irreais.
Escondem o que vem depois do segredo que tanto quero guardar.

Há um sonho a vaguear. Ainda. Como tantos outros vai voar para longe. Longe, muito longe. Como tantos outros vai desmoronar o meu castelo pedra por pedra, até nada restar nem ele próprio. E reconstruo tudo de novo e abrigo novos sonhos porque me finjo forte e corajosa e poderosa. Mas não sou nada disso, não sou. Eu sou...O que sou?
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Nada.


~Pode parecer um poema, mas não é. É a minha fraca tentativa de organizar os meus pensamentos. Fraca pois nem eu entendo o porquê de algumas coisas que escrevi. Por isso acho que dá para imaginar a confusão que vai pela minha cabeça~