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16 de junho de 2009

Arcana

Sinto-me desaparecer
Não sou fumo, nem luz nem sombra,
Não sou pensamento ou ideia
Não sou real, imaginação ou sonho.
Sou apenas eu, mais um eu
Que desaparece no ar.
Faço companhia às memórias esquecidas,
Somos irmãs, olvidadas, proibidas
de amar.
Dançamos ao ritmo do vento
Ou até ao ritmo dos nossos soluços.
Brilhamos tanto e tão em vão!
E desaparecemos, esmorecemos, apagamos
Somos as ninguém, princesas esquecidas
Já não somos nada, nem real ou imaginário
Desaparecemos no ar como suspiros
Dos lábios de quem é amado.
Não somos fumo, não somos nada!
(Que somos nós!?)
Somos algo de alguém, talvez,
De alguém como nós, ou então
Somos de ninguém, somos peregrinas
Num mundo cheio de murmúrios
De inveja de amar...
Somos tristes princesas cansadas de esperar
Para sermos algo, alguém, alguma coisa
E que possamos, enfim, amar!

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