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9 de dezembro de 2010

Sonhos

Voo ao sabor do húmido vento até ao infinito

do olhar salgado com a cor do oceano.

São brancas, minhas asas,

E verdes, azuladas, amarelas, prateadas...

São de luz e escuridão, são asas de fumo

E asas de água.

São asas e não o são.

São sonhos que me ajudam a planar

Por cima desta vastidão sonolenta de amor,

Por cima do oceano, meu oceano da cor da noite.

O mundo dá voltas e voltas conforme o meu voar,

Ora é mundo direito, ora mundo às avessas;

O céu é mar e o oceano é noite estrelada.

E as minhas asas encolhem e esticam

Batem incassáveis e imparáveis através do Tempo

Que tudo come menos os sonhos que me fazem voar.