À mercê da chuva desvairada
Que ao sabor do vento brinca, endiabrada,
Caminha a carniceira retornada.
Em direcção ao seu ofício espezinha
o que dentro de si sente,
o amor que num vermelho intenso
se dilui na calçada em gigantes letras
num grito escrito:
AMO-TE.
E a carniceira desvia o olhar e percebe
que o amor que tem
é tão forte como o que pisa.


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