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16 de agosto de 2011

(Escultura de Paul Graves)


O vazio que cruelmente se apodera

E o frio que irrevogavelmente te congela,

Impede que sinais de vida tu dês

Mas não impede aquilo que vês


De te magoar e fazer sangrar e dizer,

Que tão cedo tu não conseguirás

Deixar de amar e parar de sofrer,

E que nem um dia virás


A ser aquilo que ardentemente desejas,

Mas que serás sempre e sempre ficarás,

Enquanto não consegues quem tu almejas,

Mais um coração ferido que ficou para trás.