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19 de fevereiro de 2010

As Varinas


Olham das varandas as meninas
para a rua de gente, para o paço.
Prendem seus cabelos num laço
e ouvem as apregoações das varinas
que vendem seu peixe reluzente
e quem por elas passa sente
o cheiro salgado da maresia
e os sons altos de alegria.
Do largo mar vêm as traineiras
e nelas homens rudes e sem maneiras;
As mãos calejadas, a pele bronzeada,
pela maresia e pelo sol tisnada.
E quando o mar se alevanta e agita
e nuvens negras o céu escurece
a alma das varinas grita
temendo pela vida que no mar perece.
No areal esperam, de coração na mão.
A Deus oram, muitas vezes em vão,
pelos homens que no mar temem
o Destino do que já lá morreram.

1 comentários:

Krahedame disse...

Já há muito que não lia os teus poemas e só agora que voltei a lê-los(em vez de estar a estudar como devia)me apercebi de que sentia falta da tua escrita ... E já agora, adoro quando rimas ^^