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2 de setembro de 2011

A porta



E se o céu chorasse a lua para os teus olhos?

(pergunto-me silenciosamente, lembrando-te bela).


Já era tempo de parar de esperar

Que o sol igualasse o teu fogo.

O tempo envelheceu-te, meu mar de mel.


Gostas de maçãs?


Deixa a noite.

Estou em casa, sozinha, e a porta,

A porta está aberta para entrares

E o meu peito está aberto para descansares,

De novo,


O vento varre os teus vestidos

E espalha o teu perfume e eu

Arrepio-me e excito-me e amo-me e amo-te

Vezes e vezes sem conta

Relembrando a tua pele.


Não me lembro de ontem, que importa?


Tens flores no teu ventre e eu quero

pousar a cabeça num jardim perfumado.

A minhas mãos anseiam pelo enleio

Das ondas do teu cabelo,

Das curvas do teu corpo.


Ah, meu mar de mel, o tempo envelhece-te

E eu vejo-te sempre bela...


Quero chorar a minha alegria no vale

Que é o teu peito em constante movimento

E ouvir o compassado sinal de vida que em ti habita.


Imagino-te uma maçã para provares

E para teus lábios pintares...

Beija-me depois e deixa-me a chorar

A tua velhice...


Mas não te importes.

Porque o Presente é meu e eu amo-o,

como te amo a ti;

E tu és o Futuro e amas-me,

como eu te amo a ti...

1 comentários:

Patrícia Santos disse...

Sempre enigmática mas está excelente...
Diferente do que costumas apresentar mas com a tua essência sempre presente :)
Continua o bom trabalho e apresenta sempre boa poesia !