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28 de março de 2012

Perdição


São ocos estes versos
na poesia sem sentido
que, na minha fraca mente,
perdida na ilusão de ter vivido
permanece por ora mormente
inóculdada no vazio faminto

por mais do que querer,
demais do que eu faço
já o meu corpo está gasto,
mas continua, nefasto,
dando o nó no laço
que em si detém o poder.

A razão esvai-se em fumo
de tabaco. É o sangue
que escorre em copos de absinto
alimentando o mil vezes faminto,
enquanto em mim me sumo
já pálida e enxague
de tanto que eu consumo.

Na esteira ao sol matinal
sofro o frio do Inverno no corpo
que já não mais arrefece.
Brindo, sozinha, ao prazer fatal,
ergo o copo ao instinto animal
de afogar a alma nas indulgências
que a vida me oferece.

E assim pela fria luz
acarinhada me deixo embalar
pelo doce parente da Morte.
Meu corpo já está torpe
e o pensamento a flutuar
passo a passo, para o nó do laço.

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